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A urna se confere em público, e qualquer eleitor pode checar

Antes do segundo turno, o teste de integridade compara votos de papel com a urna. Qualquer eleitor pode assistir e conferir o boletim da sua seção.

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Editoriais expressam a posição da Revista Nação, decidida pelo conselho editorial.

Urna eletrônica modelo UE2008 dentro da cabine de votação, com a tela de inicialização acesa e o teclado numérico com as teclas Branco, Corrige e Confirma.
Urna eletrônica sendo inicializada numa seção eleitoral no exterior, em São Francisco (EUA), na eleição de 2018.Foto: Vinicius Depizzol / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

Na véspera da votação, em cerimônia pública, urnas são sorteadas para um teste. O teste compara o voto registrado na máquina com votos conhecidos, escritos em papel. Segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a prova existe desde 2002, como votação simulada.

A pergunta é simples: a urna registra corretamente o voto que recebe? O procedimento responde a isso com números que qualquer pessoa pode conferir.

Como o teste funciona

As urnas sorteadas são trocadas por equipamentos de contingência, já preparados. Antes da votação simulada, cédulas de papel são preenchidas com votos definidos antes. Segundo a Jovem Pan, quem faz isso são representantes de partidos e coligações.

Durante o dia, a simulação segue o horário oficial, das 8h às 17h. Segundo o TSE, servidores leem cada cédula em voz alta, diante das câmeras, e digitam o voto na urna sorteada.

Às 17h, a urna emite o Boletim de Urna (BU), o documento impresso com a apuração da seção. O total da urna é comparado com a contagem das cédulas, e os dois devem coincidir.

Autenticidade e presença pública

Antes disso, no sábado da véspera, o TSE checou os sistemas de transmissão, recebimento e totalização dos votos. Segundo o tribunal, os programas correspondem às versões apresentadas antes às entidades fiscalizadoras. Esses sistemas recebem assinatura digital e lacração.

O processo é gravado e aberto ao público, segundo a Jovem Pan. Partidos e entidades fiscalizadoras podem acompanhar a cerimônia.

O Tribunal de Contas da União (TCU) acompanha os testes. No primeiro turno, 55 auditores do TCU estiveram em diferentes pontos do país, segundo o TSE. O TCU chama seu trabalho de “auditoria externa complementar”. O relatório consolidado vai ao TSE em até 30 dias após o segundo turno.

Como conferir o seu boletim

Cada seção tem seu boletim, e ele pode ser lido online. No Portal de Resultados do TSE, o eleitor escolhe as Eleições 2026, a abrangência (nacional, estadual, municipal ou por zona eleitoral) e clica no ícone de urna. Assim abre o boletim da seção.

O boletim impresso traz um QR Code. Segundo o TSE, a ferramenta Boletim na Mão, integrada ao e-Título, lê o código e mostra os votos no celular, sem precisar de internet.

Confiança se verifica

A Revista Nação não pede que o leitor confie na urna. Pede que ele confira. Um sistema eleitoral ganha credibilidade quando qualquer pessoa pode ver a conferência e comparar o resultado com o papel.

O teste de integridade faz isso em público. O boletim, online. Quem tem dúvidas tem caminhos: assistir ao sorteio, acompanhar o teste e conferir a própria seção. A dúvida não é o problema. O problema seria não haver como checar.

O que diz o TSE: segundo o tribunal, o teste de integridade é uma votação simulada que verifica se a urna registra corretamente os votos. Na conferência feita na sede do TSE no primeiro turno, os votos em papel correspondiam aos registrados nas urnas.

O que isso significa

No domingo, a votação segue o mesmo rito. A conferência que a sustenta acontece antes, em público. Depois do segundo turno, o relatório consolidado do TCU deve chegar ao TSE, e cabe ao leitor cobrar que ele seja divulgado.

Como fizemos: Usamos notas do TSE, do TCU e reportagens que citam os procedimentos, publicadas entre 2 e 4 de outubro de 2026 e acessadas em 21 de outubro de 2026. As páginas do TSE e dos TREs não abriram para leitura direta, então conferimos o conteúdo pelos trechos disponíveis e pelas reportagens listadas. Os números de urnas e auditores são do primeiro turno; não localizamos os do segundo. A descrição das cédulas de papel varia entre as fontes, e por isso atribuímos a versão de cada uma.

Fontes