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Seções mudaram de local no 2º turno; o eleitor precisa ser avisado

O TSE informou mudanças em 4.352 seções, depois em 1.106. Cada troca de endereço afeta eleitores que precisam saber onde votar.

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Artigos de opinião expressam a visão de seus autores, identificados pelo nome, não necessariamente a da Revista Nação.

Eleitores em fila para votar no primeiro turno de 2026, em uma seção de Taguatinga, no Distrito Federal.
Eleitores em fila para votar no primeiro turno, em 4 de outubro de 2026, no Cemi Taguatinga Norte, em Brasília.Foto: Edilson Rodrigues / Agência Senado / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

Na sexta-feira (16), o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) informou que 4.352 seções eleitorais mudaram de local para o segundo turno. Segundo o BPMoney, a cifra equivale a 0,87% das 499.248 seções do país. Uma seção é o grupo de eleitores que vota no mesmo local, com uma urna própria.

Três dias depois, o número foi revisto. Em 19 de outubro, o TSE falou em 1.106 seções, ou 0,21%, segundo o Imirante, que cita o Metrópoles. O tribunal diz que parte das mudanças são remanejamentos do primeiro turno ainda não atualizados, e que o total pode cair.

Pouco no total, muito para quem muda

Em percentual, a mudança parece pequena. Para o eleitor afetado, ela é inteira. A escola ou o salão que ele conhecia deixa de ser o lugar certo.

Para quem depende de transporte ou tem mobilidade reduzida, um novo trajeto pode pesar na decisão de ir votar.

Os motivos citados pela Justiça Eleitoral variam. A Istoé lista reformas emergenciais em prédios, melhorias de acessibilidade e danos de chuvas e ventos fortes. O TSE fala ainda em razões “operacionais e estruturais”. Em Confresa (MT), uma tempestade danificou o telhado de uma escola usada para votação, e as seções foram levadas a um endereço próximo.

Quem decide

O TSE diz que não escolhe os locais. Segundo o tribunal, a responsabilidade é exclusiva dos tribunais regionais eleitorais (TREs), um em cada estado. Em nota reproduzida pelo Imirante, o TSE afirma que “não determina nem solicita mudanças nos locais de votação”. Segundo o tribunal, as mudanças também não são uma determinação geral para trocar locais em todo o país.

A tabela mostra como o número oficial mudou em três dias. É essa variação que deixa o eleitor sem referência.

Em três dias, o total de seções com novo local caiu de 4.352 para 1.106 Seções com local alterado para o 2º turno, segundo o TSE, outubro de 2026

Data Seções Parcela do total
16 de outubro 4.352 0,87%
19 de outubro 1.106 0,21%

Fonte: TSE, conforme BPMoney, Istoé e Imirante/Metrópoles. Elaboração: redação.

O que a Justiça Eleitoral deve ao eleitor

Um tribunal pode dizer, com razão, que cada mudança é excepcional. Ainda assim, deve ao eleitor três coisas. A primeira é um número único, com data, que não mude de um dia para o outro sem explicação.

A segunda é a lista por município e por zona eleitoral, em formato que qualquer eleitor consiga consultar. A terceira é o aviso antes da dúvida, e não depois dela.

O que diz o TSE: segundo nota do tribunal reproduzida pelo Imirante em 19 de outubro, as mudanças são “de responsabilidade exclusiva dos tribunais regionais eleitorais (TREs)” e o TSE “não determina nem solicita” trocas de local. Para consultar, o eleitor pode usar o aplicativo e-Título ou o Autoatendimento Eleitoral, no site do TSE.

O que isso significa

O número final ainda não está fechado. A consulta individual é a forma mais segura de saber o local de votação. O TSE indica o e-Título e o Autoatendimento Eleitoral, no site do tribunal, para essa consulta. Vale conferir até quem votou normalmente no primeiro turno, porque o endereço pode ter mudado.

Como fizemos: Usamos notas do TSE e reportagens que as citam, publicadas entre 16 e 19 de outubro de 2026 e acessadas em 21 de outubro de 2026. As páginas do tribunal não abriram para leitura direta, então conferimos o conteúdo pelos trechos disponíveis e pelas reportagens listadas. Os percentuais são os informados pelas fontes, sem recálculo. Não usamos dados por estado, porque não conseguimos conferi-los na fonte original. Não encontramos menção do Ministério Público Eleitoral sobre divulgação, e por isso não a citamos.

Fontes